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CORRESPONDÊNCIA RECEBIDA

SCHIRLEY – CURITIBA-PR

A música tema do filme sobre Jair Bolsonaro está sendo uma das tocadas nos EUA.

Bela letra e bela melodia!

Mesmo estando com crises de soluço e vômitos Bolsonaro continua se preocupando com o futuro de nosso país.

Está, na Papuda, organizando lista de candidatos para o senado e paradeputados federais.

Tentam de todas as formas noucateá-lo mas Deus está com ele. E nós também.

Clique aqui para ver o vídeo.

* * *

DARK HORSE – Titulo do Filme sobre JAIR MESSIAS BOLSONARO – Este termo usado nos EUA também para pessoa pouco conhecida que emerge para destaque em uma situação, especialmente em uma competição envolvendo vários rivais, que é improvável ter sucesso, mas que tem chance de lutar e vencer. Esse Termo vem do jargão das corridas de cavalos, com suas apostas para qualquer cavalo novo e promissor. Desde então o Termo é usado em outros esportes, apostas esportivas, jornalismo esportivo, em ambientes de negócios emergentes, como empresas de tecnologia experimental e startups.

DEU NO JORNAL

UMA ALEGORIA EM PEDAÇOS

Luís Ernesto Lacombe

lula desfile eleições

O presidente Lula no Sambódromo, durante o desfile da Acadêmicos de Niterói

A fantasia do carnaval dura pouco. Um enredo sobre Lula não podia ter mesmo nada de verdadeiro… Ou não seria uma “homenagem”. Seria mais uma forma de afirmar que o Brasil estaria muito melhor, se Lula nunca tivesse entrado para a “política” e criado o PT. E, infelizmente, não é exatamente uma surpresa ver uma escola de samba homenageando gente ruim… O ex-governador do Rio Anthony Garotinho foi enredo da Acadêmicos de Santa Cruz, em 2003. Getúlio Vargas, um ditador, um fascista, já foi homenageado algumas vezes, inclusive pela Unidos do Viradouro, que venceu o carnaval do Rio de Janeiro este ano. Em 2023, Lampião, um criminoso cruel, foi celebrado pela Imperatriz Leopoldinense, que levou o título… Não, não é à toa que o diabo é enaltecido nos desfiles pelo país, enquanto Jesus Cristo é ridicularizado…

Pelo menos, a Acadêmicos de Niterói ficou em último lugar e foi rebaixada. Não importa se acabou fazendo uma desastrosa campanha eleitoral antecipada para o Lula, e com dinheiro dos pagadores de impostos. Foi campanha eleitoral antecipada, e pronto. Vamos ver se os ministros do TSE terão a coragem dos jurados do carnaval do Rio para também punir Lula. Seria apenas um consolo ter o petista inelegível, quando se sabe que ele deveria ter cumprido duas penas longas por corrupção e lavagem de dinheiro. Em junho, Kassio Nunes Marques toma posse como presidente da corte eleitoral, com André Mendonça na vice-presidência… O que se pode esperar deles? Nada que lembre uma “ilusão de carnaval”, por favor.

Jair Bolsonaro foi tornado inelegível porque fez uma reunião com embaixadores estrangeiros. Foi uma resposta a um encontro anterior do então presidente do TSE, ministro Edson Fachin, com os mesmos diplomatas. E quem dos dois criou um enredo fantasioso? Fachin jurou que o nosso sistema eletrônico de votação e apuração dos votos era infalível… Bolsonaro disse que não era bem assim. E eu fico pensando como nenhuma escola de samba ainda não teve a ideia de fazer um enredo sobre as nossas urnas… No futebol, elas já foram homenageadas. O TSE pegou de novo dinheiro deles, dos pagadores de impostos, e mandou fazer urnas eletrônicas gigantes infláveis, que foram montadas no meio do gramado durante jogos do Brasileirão e da Copa do Brasil de 2022…

Que TSE teremos este ano, com a mudança no comando da corte? Não pode ser aquele que, há quatro anos, proibiu a campanha de Bolsonaro de usar imagens de sua visita a Londres, do seu discurso na ONU, do 7 de Setembro em Brasília. Não pode ser aquele tribunal que proibiu Bolsonaro de fazer lives do Palácio da Alvorada, que mandou remover outdoors de apoio a ele no Distrito Federal. Aquele que perseguiu e censurou apoiadores do então presidente, que proibiu exibição de documentário sobre o atentado contra Jair Bolsonaro, que mandou remover vídeos que associavam Lula a esquemas de corrupção, à defesa da censura, do aborto, de criminosos, de ditadores como Nicolás Maduro e Daniel Ortega.

O que o TSE, comandado por Nunes Marques e André Mendonça, vai permitir a Lula, se ele for mesmo candidato? O petista vai poder chamar, de novo, Jair Bolsonaro de “genocida”? Vai conseguir derrubar vídeos com críticas pertinentes a ele? Vai poder chamar um veículo de comunicação de “braço mais estridente do bolsonarismo” e conseguir que o TSE abra uma “investigação”, como foi feito contra a Jovem Pan, em 2022? Quem não lembra que a corte eleitoral mandou a emissora excluir o vídeo em que a senadora Mara Gabrilli associava Lula à morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel?

Nada do que vimos na campanha de 2022 pode se repetir agora. O anseio dos brasileiros deve ser um só e incansável. É preciso que tenhamos uma campanha justa, equilibrada, dentro das leis. E “pau na máquina”, se me permitem a expressão… Ninguém pode aceitar um TSE “carnavalesco”, bufão, farsesco, canastrão, hipócrita… Quero muito acreditar que não teremos a repetição da tragédia de 2022, quando Alexandre de Moraes pintou e bordou. E o resultado, tenho, sim, esse sentimento, será a morte política de Lula. E a imagem que me vem é aquela da alegoria que representou o petista no carnaval sendo arrastada e se despedaçando no asfalto, depois do desfile na Sapucaí.

DEU NO JORNAL

JESUS DE RITINHA DE MIÚDO

BAR ACAUÃ, DA BOA VISTA

Sou os olhos da Belle de Alceu
Sou a voz toda rouca de Ariano
Sou Capiba cantado por Germano
Sou garçom que ao Rossi atendeu.
A coragem de Arraes no apogeu
Sou o sonho mais belo do artista
A sombrinha, no frevo, da passista,
Oração de Dom Hélder pela paz
Sou o vento envergando coqueirais
Sou o Bar Acauã, da Boa Vista!

Eu sou Zeto da viola afinada
Sou caboclo lançando pelos ares
Sou a Besta Fubana de Palmares
Sou o Galo que sai de madrugada.
Sou a roda de coco d’embolada
Sou Antônio Marinho declamando
Sou Lirinha num palco encantando
Eu sou Xico Bizerra, e estou certo
Que sou Bar Acauã sempre aberto
Na Mamede Simões lhe esperando!

Sou a fúria cruel de Virgulino
Chico Science e seu maracatu
Sou Leão, sou Santinha, sou Timbu,
Sou boneco nas mãos de Vitalino.
Sou Bandeira no verso mais divino
Vida e morte escrita por Cabral
Breno Lira num solo maestral
Todo Duro e sua bofetada
Sou as mesas expostas na calçada
Lá do Bar Acauã num happy hour.

Sou Brennand preservando nossa arte
Sou o Rei do Baião e sou xaxado
Sou Nabuco, o líder respeitado,
Sou o sol sobre a cruz no estandarte.
Sou o tiro que dá o bacamarte
No repente eu sou Louro Batista
Da divina trindade repentista
Sou o Lorde de Olinda desfilando
Sou Josébio, sorrindo, lhe chamando
Vem pro Bar Acauã, da Boa Vista!

DEU NO JORNAL

MAURÍCIO ASSUERO - PARE, OLHE E ESCUTE

RELAÇÕES PERIGOSAS

O caso do Banco Master virou uma ferida exposta de relações pecaminosas entre membros do poder no Brasil. Primeiro, o ministro Toffoli declara não ter relações pessoais com Daniele Vorcaro e não ter recebido nenhum valor repassado por ele. Momento seguinte, reconhece que é sócio de uma empresa – justifica que isso é possível desde que não seja diretor – e eis que surgem, das mensagens apagados do celular de Vorcaro, R$ 20 milhões repassados a Toffoli e depois mais R$ 15 milhões, até que se descobre, pelo menos, dez encontros entre eles.

O PT nunca teve culpa de nada, basta ver pelas defesas feitas nas redes sociais de quaisquer mazelas que se descobre nesse país. O escândalo do INSS começou no governo anterior e foi desbaratado pelo governo atual, muito embora o governo anterior tenha editado medida provisória, que virou lei, que teve artigos alterados pelo congresso com enorme anuência dos deputados petistas. Procure na internet e verá discursos inflamados dos petistas criticando a lei porque iria quebrar as associações dos coitados dos inativos. Embora 64% dos descontos indevidos tenham acontecido no atual governo, a culpa é do governo anterior.

O caso do Banco Master também é culpa de Campos Neto, embora em dezembro de 2024 Daniel Vorcaro tenha tido reunião, fora da agenda, com o atual presidente e outras autoridades. Também é culpa de Temer a perda da patente do remédio polilaminina, da pesquisadora Taciana Sampaio, seja fruto da decorada econômico do governo Dilma.

Acredito ser um problema de cultura. Não somos capazes de pensar na sociedade, nos problemas sociais. Atualmente, obter um cargo público significa uma oportunidade de ficar rico com dinheiro público. Todos os dias, a gente se depara com um novo escândalo. Todos os dias gestores são afastados dos seus cargos por conta de improbidade administrativa. No cerne da questão, licitações fraudadas, sobrepreço nos bens e serviços adquiridos pelo poder público, despesas escandalosas. Se formos catalogar os escândalos que ocorrem nesse país, a gente não termina. O pior é saber que determinado político está envolvido em tais escândalos e votar nele.

Olhando a composição do STF, vamos encontrar 8 ministros que possuem escritórios, ou seja, estes ministros atuavam antes em escritórios de advocacia e foram galgados ao STF e se afastaram do escritório que, normalmente, ficou sob a gerência da família. Daí chega uma demanda judicial desses escritórios no STF e mesmo que o ministro não se envolva diretamente, o corporativismo vigente indica que outro ministro não será capaz de negar, de não recohece o mérito do processo.

Essas relações são perigosas demais, entretanto, não é fácil encontrar uma pessoa totalmente isenta. Só se for filho único de pais que também eram filhos únicos, de modo a não ter tios e nem primos. Não pode ter estudado em escolas ou cursado faculdades para não ter formado laços de amizades. Não ter relacionamento amoroso com ninguém para não abrir a possibilidade de fazer favores à família da companheira, ou companheiro. Nunca pode ter trabalho para não ter formado vínculos com o mercado.

Dito isso, o que pesa não é, propriamente, a relação com o mercado. O problema está na descoberta do que o mercado pode fazer pelo seu bem-estar e aí o cara entra na rede da relação agente-principal, que se estuda em Economia, como assimetria de informação. O salário no funcionalismo público obedece a um teto previsto na constituição que é naturalmente desrespeitado. Francamente, se um ministro do STF recebe um salário de R$ 94 mil, o problema não passa a ser dele, mas da lei que permite. O que me incomoda, e muito, é o fato de um ministro manter relações espúrias com o mercado e se locupletar com isso, assumindo que ele pode porque é ministro.

A constituição diz que “todos são iguais perante a lei”, mas isso é uma cilada fora do comum. Não somos iguais porque alguns se colocam acima da lei. São intocáveis e inimputáveis. Não faz muito tempo que Gilmar Mendes deu uma demonstração disso que, de forma monocrática, declarou que apenas a PGR pode pedir impeachment de ministro do STF.

Não somos iguais e temos tratamento diferente para o mesmo ato. Tudo bem, poderia até se admitir que o mesmo ato pode não ser necessariamente igual, mas não compreensível, por exemplo, Marcos Valério ser condenado a 37 anos de prisão por crime contra o sistema financeiro e José Genuíno que, como presidente do PT, assinou os contratos de financiamento do PT junto ao banco Rural. Ficou claro que tais contratos eram apenas fachada para pagar o mensalão.

As relações perigosas com Daniel Vorcaro, também gerou relações sexuais de autoridades com garotas trazidas da Holanda, Ucrânia etc. A garota vinha apenas fazer um programa. Não entendia o idioma e não conhecia o parceiro. Não vejo, não falo, não escuto. Não deixa de ser uma boa estratégia.

DEU NO X

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