Esqueça todo o romantismo,
Shakespeare e Vinícius de Moraes. O amor pode até bater lá pelas bandas do
coração, mas ele é resultado de complexas reações químicas que acontecem no
cérebro — e nada mais são do que resultado do processo evolutivo humano. Para economizar
a gastança de energia e tempo usados no processo da corte, fomos selecionados
para concentrar nossa atenção em uma só pessoa — e, assim, criar com sucesso
nossos descendentes. Nesse processo estão envolvidos, basicamente, três
neurotransmissores: a dopamina, a norepinefrina e a serotonina, todos
produzidos por áreas ligadas ao sistema de recompensa e prazer do cérebro. As
mãos tremem e o coração e a respiração aceleram quando o ser amado está por
perto? Não acuse o cupido. Estão em ação a dopamina e a norepinefrina,
substâncias que levam à alegria excessiva, à falta de sono e o sentimento de
que o amado é único, e de que é quase impossível compará-lo com alguém. Já
aquela compulsão e obsessão pelo parceiro são causadas por baixos níveis de
serotonina.
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