Há
certos acontecimentos que fazem o coração da gente bater mais forte. O
nascimento de um filho. Dizer adeus a uma pessoa amada. Conhecer o
grande amor da sua vida. Entrar pela primeira vez numa sala de aula. O
dia da primeira comunhão. Contemplar o mistério da Eucaristia. Ver o
mar. Cruzar o oceano. Atravessar o Rio Tibagi em 1935. Passar no
vestibular. Mudar de cidade. Entrar no Santuário de Schoenstatt. Voltar a
acreditar em Deus. Escrever um livro. Fazer um discurso. Comemorar os
80 anos de um colégio tão querido.
O
meu coração hoje está batendo mais forte. Aceitei o desafio de escrever
o livro sobre os 80 anos do Colégio Mãe de Deus. Recebemos o convite da
Irmã Rosa Maria Ruthes com a plena consciência de ser uma tarefa de
grande responsabilidade. Para tanto, precisarei contar com a ajuda de
muitas pessoas, de muitas memórias, de muitas recordações. Para que no
livro caibam tantos sentimentos e imagens, é preciso dar-lhe um nome
adequado: Coração de Mãe. Será esse o título do livro: Coração de Mãe.
E
que sentimentos não devem ter passado pelo coração das 12 irmãs
pioneiras quando vieram para este ponto desconhecido da América do Sul,
então uma clareira perdida no meio da floresta? O que se passou na alma
dessas heroínas, em um país estranho, com uma língua estranha, no meio
de estranhos? Muitas vezes elas devem ter se consolado com as palavras
da liturgia: – Corações ao alto! – O nosso coração está em Deus.
Para
escrever um livro são necessários três elementos: um lugar, uma pessoa e
um tempo. O tempo nós já temos. São os 80 anos em que a Mãe de Deus e a
Filha de Londres compartilham uma só história. A pessoa, antes de tudo,
é o Deus Uno e Trino, criador de todas as coisas. Mas também é Maria,
Portadora de Deus, Rainha do Céu e da Terra, que a todos ampara com sua
onipotência suplicante. E esta escola, que leva o nome da Mãe, também
tem um Pai: o nosso querido Pai Fundador, o Padre José Kentenich. Sem
conhecer a história do Padre Kentenich, é impossível contar a história
do Colégio Mãe de Deus.
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